O ditado “não coloque todos os ovos na mesma cesta” resume bem um dos conceitos mais importantes dentro dos investimentos: a diversificação.
O que significa diversificar, na prática
Diversificar é distribuir o dinheiro entre diferentes tipos de ativos, setores e até países, para que o mau desempenho de um investimento isolado não comprometa toda a carteira. Isso vale tanto entre classes de ativos (ações, fundos imobiliários, renda fixa) quanto dentro de uma mesma classe (várias ações de setores diferentes, por exemplo).
Diversificação não elimina o risco, ela administra o risco
É importante não confundir diversificação com garantia de lucro. O objetivo não é eliminar toda a possibilidade de perda, mas reduzir o impacto de eventos negativos específicos de uma empresa, setor ou país sobre o resultado total da carteira.
Ter dez ações do mesmo setor não é uma carteira diversificada — é concentração disfarçada de diversificação.
Fatores que costumam ser considerados na diversificação
- Classe de ativo: renda fixa, ações, fundos imobiliários, criptoativos, entre outros.
- Setor econômico: evitar concentrar tudo em empresas do mesmo segmento.
- Geografia: parte da carteira exposta a outras moedas e economias.
- Prazo: combinar investimentos de curto, médio e longo prazo conforme os seus objetivos.
Diversificação em excesso também tem custo
Ter ativos demais, sem entender bem cada um deles, pode dificultar o acompanhamento da carteira e diluir tanto os riscos quanto os potenciais retornos. O equilíbrio ideal depende do tempo e do interesse que cada investidor tem para acompanhar seus investimentos.