Dentro do universo dos Fundos Imobiliários, existe uma divisão bastante conhecida entre “fundos de tijolo” e “fundos de papel”. Entender essa diferença ajuda a montar uma carteira mais consciente sobre os riscos que está assumindo.
FIIs de tijolo
São fundos que investem diretamente em imóveis físicos: galpões logísticos, shoppings centers, lajes corporativas, agências bancárias, entre outros. A receita vem principalmente do aluguel pago pelos inquilinos desses imóveis.
Riscos comuns: vacância (imóveis sem locatário), inadimplência de inquilinos e desvalorização do imóvel em determinadas regiões ou setores.
FIIs de papel
Investem em títulos de crédito ligados ao mercado imobiliário, como CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). A receita vem dos juros pagos por esses títulos, muitas vezes indexados a índices de inflação ou ao CDI.
Riscos comuns: calote do devedor dos títulos e oscilação de preço conforme a taxa de juros da economia muda.
Muitos investidores combinam os dois tipos na carteira justamente para equilibrar as diferentes fontes de risco e retorno.
E os fundos híbridos e de fundos (FOFs)?
Também existem FIIs híbridos, que combinam tijolo e papel, e os Fundos de Fundos (FOFs), que investem em cotas de outros FIIs, buscando diversificação com um único ativo. Cada estrutura tem uma dinâmica própria de risco e retorno.