Renda Fixa

Quanto rende R$ 100 mil em outubro de 2026? Poupança, CDB, Tesouro e LCI comparados

Simulação de quanto rendem R$ 100 mil na poupança, CDB, LCI/LCA e Tesouro Selic em outubro de 2026, por mês e por ano, com IR e inflação.

Quanto rende R$ 100 mil em outubro de 2026? Poupança, CDB, Tesouro e LCI comparados
Foto: Unsplash

Em outubro de 2026, com o CDI em cerca de 13,65% ao ano, quanto rende 100 mil depende da aplicação: em 12 meses, cerca de R$ 8.220 na poupança, R$ 11.261 líquidos num CDB de 100% do CDI e R$ 12.205 numa LCI de 90% do CDI, isenta de IR. Por mês, algo entre R$ 660 e R$ 1.020.

Resumo rápido

  • Na poupança, R$ 100 mil rendem cerca de R$ 660 por mês e R$ 8.220 em 12 meses.
  • Num CDB de 100% do CDI, o ganho líquido é de cerca de R$ 831 no primeiro mês e R$ 11.261 em 12 meses.
  • LCI e LCA de 90% do CDI podem superar o CDB de 100% porque são isentas de IR para pessoa física.
  • O FGC cobre até R$ 250 mil por CPF por instituição; o Tesouro Selic tem garantia do Tesouro Nacional.
  • Os valores são simulações com taxas constantes; a Selic tende a cair nos próximos anos.

Quanto rende 100 mil: simulação completa

A tabela abaixo mostra o ganho líquido de R$ 100.000 em cinco prazos, já descontado o Imposto de Renda onde ele incide. Os valores representam apenas o rendimento, sem somar o capital inicial.

Prazo Poupança CDB 100% CDI (líquido) CDB 110% CDI (líquido) LCI/LCA 90% CDI (isento) LCI 95% CDI (isento)
1 mês R$ 660 R$ 831 R$ 914 R$ 964 R$ 1.018
6 meses R$ 4.029 R$ 5.120 R$ 5.650 R$ 5.927 R$ 6.266
12 meses R$ 8.220 R$ 11.261 R$ 12.468 R$ 12.205 R$ 12.925
24 meses R$ 17.116 R$ 24.789 R$ 27.634 R$ 25.901 R$ 27.521
5 anos R$ 48.435 R$ 76.163 R$ 86.808 R$ 77.856 R$ 83.636

Premissas da simulação

  • CDI: cerca de 13,65% ao ano (aproximadamente 1,07% ao mês), com a Selic em 13,75% após o corte de 16 de setembro de 2026.
  • Poupança: cerca de 8,22% ao ano (aproximadamente 0,66% ao mês). Com a Selic acima de 8,5%, ela rende 0,5% ao mês mais TR.
  • Imposto de Renda: aplicado conforme a tabela regressiva no prazo de cada linha. Poupança, LCI e LCA são isentas para pessoa física.
  • Taxas constantes: a conta assume que o CDI fica no mesmo nível durante todo o período. Na prática, a Selic deve cair, como você verá mais adiante.

Para comparação, o CDB de 100% do CDI rende R$ 13.650 brutos em 12 meses. A diferença para os R$ 11.261 líquidos é o IR de 17,5% sobre o ganho. Se o conceito de CDI ainda não está claro, veja o que é o CDI e como ele funciona.

Quanto rende 100 mil na poupança

Na poupança, R$ 100 mil rendem cerca de R$ 660 no primeiro mês e R$ 8.220 em um ano, sem desconto de imposto. É a opção mais simples, mas fica bem atrás das demais com a Selic no patamar atual.

Em 5 anos, a diferença entre poupança (R$ 48.435) e um CDB de 100% do CDI (R$ 76.163) passa de R$ 27 mil. Avalie se faz sentido em poupança vale a pena em 2026.

Quanto rende 100 mil no CDB

Num CDB de 100% do CDI, o rendimento líquido é de cerca de R$ 831 no primeiro mês e R$ 11.261 em 12 meses. Num CDB de 110% do CDI, os valores sobem para R$ 914 e R$ 12.468.

Em prazos longos, o CDB de 110% passa a superar a LCI de 90%, porque a alíquota de IR cai para 15% após 720 dias; em 5 anos, lidera a tabela. Em 24 meses, ele entrega R$ 27.634, contra R$ 25.901 da LCI de 90%.

Atenção: resgates nos primeiros 30 dias pagam IOF regressivo, além do IR de 22,5%. Se você pode precisar do dinheiro em poucos dias, considere isso antes de comparar rendimentos.

Por que a LCI de 90% pode render mais que o CDB de 100%

A resposta está no Imposto de Renda. O CDB é tributado pela tabela regressiva, enquanto LCI e LCA seguem isentas para pessoa física em 2026.

A tabela regressiva do IR

Prazo da aplicação Alíquota de IR CDB equivalente a uma LCI de 90% do CDI
Até 180 dias 22,5% Cerca de 116% do CDI
181 a 360 dias 20% Cerca de 112,5% do CDI
361 a 720 dias 17,5% Cerca de 109% do CDI
Acima de 720 dias 15% Cerca de 106% do CDI

A fórmula da equivalência

Para comparar uma aplicação isenta com uma tributada, use esta conta: taxa do CDB equivalente = taxa da LCI ÷ (1 − alíquota de IR).

Exemplo: uma LCI de 90% do CDI, para um prazo de até 180 dias, equivale a um CDB de 90 ÷ 0,775, ou cerca de 116% do CDI. Para mais de 720 dias, a conta é 90 ÷ 0,85, cerca de 106% do CDI.

Por isso, em 6 meses, a LCI de 90% (R$ 5.927) supera até o CDB de 110% (R$ 5.650). Já em 12 meses, quando o CDB equivalente cai para cerca de 109%, o CDB de 110% passa a render um pouco mais (R$ 12.468 contra R$ 12.205).

Dica: sempre compare LCI, LCA e CDB pela taxa líquida no seu prazo. Uma taxa “menor” isenta pode valer mais do que uma taxa “maior” tributada. Veja os detalhes em CDB, LCI e LCA: qual a diferença.

E a isenção de LCI e LCA vai acabar?

Em outubro de 2026, LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas seguem isentos de IR para pessoa física. A MP 1.303/2025, que propunha tributação de 5%, não virou lei.

Em setembro de 2026, bancos passaram a tratar o fim da isenção como um cenário possível. Isso é discussão, não lei. Ainda assim, vale acompanhar o tema antes de concentrar recursos nesses papéis. Mais detalhes em imposto de renda sobre investimentos.

Lembre também que LCI e LCA têm carência mínima, ou seja, não permitem resgate imediato. Não são indicadas para a reserva de emergência.

Tesouro Selic: rendimento e taxa de custódia

O Tesouro Selic acompanha a taxa básica de juros e tem a garantia do Tesouro Nacional. Em 12 meses, R$ 100 mil aplicados nele rendem cerca de R$ 11.100 líquidos, já descontados o IR e a taxa de custódia.

O resultado fica um pouco abaixo do CDB de 100% do CDI (R$ 11.261) por causa da taxa de custódia da B3, de 0,20% ao ano. O Tesouro Selic é isento dessa taxa para investimentos de até R$ 10 mil; acima desse valor, ela incide.

Mesmo rendendo um pouco menos, o Tesouro Selic tem vantagens: liquidez diária, oscilação mínima e o emissor considerado mais seguro do país. Entenda o funcionamento em como funciona o Tesouro Direto ou no site oficial do Tesouro Direto.

Segurança: FGC e o limite de R$ 250 mil

CDB, LCI, LCA e poupança contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Se a instituição emissora quebrar, o FGC devolve até R$ 250 mil por CPF por instituição, com teto global de R$ 1 milhão a cada 4 anos.

Com R$ 100 mil, você está dentro do limite mesmo concentrando tudo em um único banco. Ainda assim, considere estes pontos:

  • Valores acima de R$ 250 mil: divida entre instituições de conglomerados diferentes para manter tudo coberto.
  • Juros contam no limite: o teto vale para principal mais rendimentos. Deixe uma margem.
  • Taxas muito acima da média: podem indicar emissor com maior risco de crédito. O FGC protege, mas o ressarcimento não é imediato.
  • O que o FGC não cobre: Tesouro Direto (garantido pelo Tesouro Nacional), ações, fundos, debêntures, CRI e CRA.

100 mil rende quanto por mês? Dá para viver de renda?

Com as taxas de outubro de 2026, R$ 100 mil rendem por mês algo entre R$ 660 (poupança) e cerca de R$ 1.020 (LCI de 95% do CDI). Nas opções de renda fixa mais comuns, a faixa fica entre cerca de R$ 830 e R$ 1.020 por mês.

Esse valor, porém, é o rendimento nominal, antes da inflação. Se você sacar todo o rendimento todo mês, o poder de compra dos R$ 100 mil vai diminuir com o tempo, porque a inflação corrói o capital.

Para viver de renda de forma sustentável, o certo é sacar apenas o rendimento real, ou seja, o que sobra depois de repor a inflação. Com R$ 100 mil, isso dá uma renda complementar, não uma renda para se sustentar. Entenda o cálculo do patrimônio necessário em como construir renda passiva.

Rentabilidade real: descontando a inflação

O IPCA acumulado em 12 meses até agosto de 2026 foi de 4,22%. Usando esse número como referência, a rentabilidade real aproximada em 12 meses de cada opção fica assim:

Aplicação Rendimento líquido em 12 meses Rentabilidade real aproximada (IPCA de 4,22%)
Poupança 8,22% Cerca de 3,8%
Tesouro Selic Cerca de 11,1% Cerca de 6,6%
CDB 100% CDI 11,26% Cerca de 6,8%
LCI/LCA 90% CDI 12,21% Cerca de 7,7%
CDB 110% CDI 12,47% Cerca de 7,9%
LCI 95% CDI 12,93% Cerca de 8,4%

O cálculo usa a fórmula (1 + rendimento) ÷ (1 + inflação) − 1. Lembre que o IPCA dos próximos 12 meses pode ser diferente: em agosto houve deflação de 0,32%, ligada ao Bônus de Itaipu na conta de luz, mas o IPCA-15 de setembro subiu 0,70%.

Quanto rendem outros valores

Como os rendimentos em renda fixa são proporcionais ao valor aplicado, basta multiplicar. A tabela abaixo usa as mesmas premissas, para o prazo de 12 meses:

Valor investido Poupança (12 meses) CDB 100% CDI líquido (12 meses) Diferença
R$ 10 mil R$ 822 R$ 1.126 R$ 304
R$ 50 mil R$ 4.110 R$ 5.631 R$ 1.521
R$ 100 mil R$ 8.220 R$ 11.261 R$ 3.041
R$ 200 mil R$ 16.440 R$ 22.522 R$ 6.082
R$ 500 mil R$ 41.100 R$ 56.305 R$ 15.205
R$ 1 milhão R$ 82.200 R$ 112.610 R$ 30.410

A partir de R$ 500 mil, o limite do FGC passa a exigir atenção: para manter a cobertura total, distribua o dinheiro entre ao menos três instituições de conglomerados diferentes. Com R$ 1 milhão, o teto global de R$ 1 milhão a cada 4 anos também entra na conta.

O que muda com a queda esperada da Selic

As simulações assumem taxas constantes, mas o cenário mais provável é de juros menores. O Copom fez em setembro de 2026 o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 13,75%. A próxima reunião será em 3 e 4 de novembro.

O Boletim Focus de 14 de setembro projeta a Selic em 13,75% no fim de 2026, 12% no fim de 2027 e 10,5% em 2028. São projeções, não certezas. Se se confirmarem, aplicações atreladas ao CDI e à Selic vão render menos nos próximos anos do que mostra a tabela.

Como travar a taxa atual

Quem quer proteger parte do rendimento pode usar títulos com taxa definida na compra:

  • Prefixados: o Tesouro Prefixado 2029 pagava cerca de 13,76% ao ano em 30 de setembro de 2026. Você sabe exatamente quanto vai receber se levar até o vencimento.
  • Atrelados à inflação (IPCA+): o Tesouro IPCA+ 2029 pagava cerca de IPCA + 7,37% ao ano na mesma data, garantindo ganho real se mantido até o vencimento.
  • CDBs, LCIs e LCAs prefixados: seguem a mesma lógica, com cobertura do FGC.

Esses papéis têm marcação a mercado: se você vender antes do vencimento, pode ganhar ou perder conforme o movimento dos juros. As taxas também oscilam diariamente. Por isso, use-os para dinheiro com prazo compatível, e não para a reserva de emergência.

Atenção: 2026 é ano eleitoral, com primeiro turno em 4 de outubro. Períodos assim costumam trazer mais volatilidade nas taxas dos títulos, o que afeta quem precisa vender antes do vencimento.

Conclusão

Em outubro de 2026, quanto rende 100 mil depende do produto: cerca de R$ 8.220 por ano na poupança, R$ 11.261 num CDB de 100% do CDI e até R$ 12.925 numa LCI de 95% do CDI, sempre em simulações com taxas constantes.

Antes de escolher, compare taxas líquidas no prazo que você pretende ficar, respeite o limite do FGC, considere a liquidez e lembre que a Selic deve cair. Diversificar entre pós-fixados, prefixados e títulos atrelados à inflação ajuda a equilibrar segurança e rendimento ao longo do tempo.

Perguntas frequentes

Quanto rende 100 mil na poupança por mês?

Com a Selic acima de 8,5%, a poupança rende cerca de 0,66% ao mês. Assim, R$ 100 mil rendem cerca de R$ 660 por mês, isentos de Imposto de Renda.

Quanto rende 100 mil no CDB em um ano?

Num CDB de 100% do CDI, com CDI de cerca de 13,65% ao ano, o rendimento bruto é de R$ 13.650 e o líquido, após IR de 17,5%, fica em cerca de R$ 11.261.

LCI de 90% do CDI rende mais que CDB de 100%?

Sim, na maioria dos prazos. Como a LCI é isenta de IR para pessoa física, uma LCI de 90% do CDI equivale a um CDB de cerca de 116% do CDI até 180 dias e de cerca de 106% acima de 720 dias.

Dá para viver de renda com 100 mil?

Não como renda principal. R$ 100 mil rendem cerca de R$ 830 a R$ 1.020 por mês em renda fixa, antes da inflação. Sacar tudo reduz o poder de compra do capital ao longo do tempo.

É seguro deixar 100 mil em um único banco?

O FGC cobre até R$ 250 mil por CPF por instituição em CDB, LCI, LCA e poupança, então R$ 100 mil ficam dentro do limite. Acima de R$ 250 mil, divida entre instituições.

O rendimento vai cair com a queda da Selic?

Sim, para aplicações pós-fixadas. O Boletim Focus projeta Selic de 12% no fim de 2027 e 10,5% em 2028. Prefixados e títulos IPCA+ permitem travar a taxa atual.

Este conteúdo tem caráter educativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. Dados atualizados em outubro de 2026.

As informações publicadas no Investe Agora têm caráter informativo e educacional e não constituem recomendação de compra ou venda de ativos. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. Antes de investir, avalie seu perfil e, se necessário, consulte um profissional certificado.

Leia também